A cada vez que um serviço de streaming é lançado, vem a questão: e a TV paga, como fica? O lançamento internacional do Amazon Prime Video, que nesta quarta-feira (14) passou a ser disponível no Brasil, reacendeu a discussão – significativa em um mercado que perdeu 475 mil assinantes entre outubro de 2015 e o mesmo mês deste ano.
Mas vale a pena trocar a TV por assinatura pelos serviços de streaming? A resposta é: depende do que você quer assistir.
Em termos de valor, quem optar por assinar Netflix, Amazon Prime Video e HBO Go (por enquanto presente apenas no Espirito Santo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Distrito Federal), os principais serviços do tipo disponíveis no Brasil, pode se dar bem. Se levarmos em conta o preço cheio do Amazon (US$ 5,99, aproximadamente R$ 19,90), que o assinante passará a pagar após seis meses, mais os valores de R$19,90 da Netflix e R$ 34,90 do HBO Go, os três serviços vão custar um total de R$ 74,70* – e o assinante terá a sua disposição os episódios inéditos de “Game os Thrones” e os filmes “premium” do catálogo da HBO.
Nas operadoras, um pacote semelhante com HBO (só de TV, sem considerar os combos com internet banda larga) sairia mais caro. Na NET, o cliente teria que desembolsar R$ 139,90 (R$ 109,90 de um pacote básico, mais R$ 30 dos canais HBO). Na Sky, o valor seria de R$ 104,80 (R$ 69,90 do básico, mais R$ 34,90 da HBO). A Vivo tem um valor intermediário: R$ 114,80 (R$ 84,90 do pacote mais simples, com R$ 29,90 dos canais HBO).
Sem zumbis e geeks
Mas há diferenças importantes entre os pacotes da TV por assinatura e os do streaming. Quem fizer questão de jornalísticos e canais de esporte, não é atendido por nenhum dos serviços online. A Netflix até anunciou que estuda investir no jornalismo, mas não há nenhum plano concreto para isso em um futuro próximo.
Mas há diferenças importantes entre os pacotes da TV por assinatura e os do streaming. Quem fizer questão de jornalísticos e canais de esporte, não é atendido por nenhum dos serviços online. A Netflix até anunciou que estuda investir no jornalismo, mas não há nenhum plano concreto para isso em um futuro próximo.
E quem quer ver os episódios inéditos de outra série fenômeno, “The Walking Dead”, também fica de fora. A Fox, que os transmite simultaneamente aos Estados Unidos, até tem um serviço de streaming, mas ele é ligado à assinatura de TV. A série até está disponível na Netflix, mas, por lá, só estão disponíveis cinco temporadas (atualmente, é exibida a sétima).
Problema semelhante acontece com “The Big Bang Theory”, que não está disponível nem na Netflix nem na Amazon. No Brasil, a série só vai ao ar pelo canal pago Warner Channel, presente nos pacotes básicos das operadoras.
Se a preocupação são os programas para as crianças, o streaming se sai bem: na Netflix, é possível encontrar “A Galinha Pintadinha”, “Peppa Pig”, “Masha e o Urso”, “Pokémon” e “As Meninas Superpoderosas”, entre outros.
Para quem faz questão de filmes inéditos, o HBO Go "à la carte" traz os mesmos filmes dos canais HBO na TV -- predominantemente os dos estúdios Warner, como é o caso de "Mad Max -- Estrada da Fúria". Filmes da Disney e da Fox, além dos principais lançamentos nacionais, costumam ser exibidos pela "rival" Telecine, da Globosat. Para ter esses canais, porém, também é necessário desembolsar entre R$ 20 e R$ 30 a mais do seu pacote de TV por assinatura.
*Valores válidos em dezembro de 2016
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